8.4.09

_vou até o fim

Uma das piores sensações que se pode sentir é a saudade. Não a saudade natural de alguém, de um passado, de uma lembrança ou de um local, mas a saudade de algo que ainda não se teve - e quem sabe, nunca terá.
Aqueles momentos em que estamos acompanhados dos melhores amigos em uma festa com tudo o que gostamos acontecendo ao nosso redor e todos os aspectos da sua vida em pleno equilíbrio, mas de alguma forma algo parece errado. Tão errado que torna toda aquela cena triste.
Meu organismo teima em me dizer que eu estou sempre solitário, sem amigos de verdade, sem motivos coesos o suficiente pra sorrir e gargalhar. 'Sabe porque gosto do seu filho? Ele sempre entra na sala com um sorriso no rosto' - essa foi a frase que uma professora de inglês disse a minha mãe numa reunião, enquanto todos os outros professores a faziam lembrar de como eu era um péssimo filho.
Sempre lembro dessa frase, porque ela diz muito ao meu respeito. Eu realmente estou (quase) sempre sorrindo e muitas vezes gargalhando com as brincadeiras que fazem comigo ou que eu faço com os outros, mas até aí isso não significa nada. Eu mesmo cheguei a dizer que quem muito sorri pra vida está escondendo um ser deprimido e cheio de seqüelas por trás das máscara da felicidade.
Não me relaciono bem com minha mãe, me afasto quase que fisiologicamente do meu pai, não consigo ter um laço positivo com meu padrasto e ainda tenho preferencia gritante entre os meus irmão. Essa é a minha vida familiar. Complicada, chata, insuportável e o motivo mais que principal de eu me esconder tanto por trás da máscara da felicidade infeliz.
Eu rio e sorrio, por sentir vontade. Por me sentir feliz e alegre, é claro, mas são apenas momentos. Depois todo o impacto da realidade volta esmagando e triturando tantos sonhos que eu tive vontade de realizar desde a infância.
Uma vez, uma amiga me perguntou: 'Como você ainda está vivo?'. Na hora, todos em volta cutucaram ela, pois acharam a pergunta um pouco pejorativa, mas eu gostei. Nunca tinha pensado e se tivesse, nunca teria sido impulsionado por outra pessoa.
Anos se passaram, as situações difíceis se tornaram insuportáveis, as relações familiares ainda mais complicadas e minha cabeça um poço de pensamentos negativos.
Até que eu percebi que eu sorrio, rio, pulo, grito, abraço, beijo, amo e vivo por acreditar em uma única frase:

'Nada que valha a pena nesse mundo vem fácil'.

Um comentário:

Igor disse...

Hace tiempo que tu escritos no sacan partido de la naturaleza de la existencia de Gus Braga...I truly wonder not on how you can live but on how people can think of problems and things to criticize around ya!
way to go dude lol
p.s. we should fight more...the cat text is shitty! lol jk