Hoje eu busquei um copo de uísque,
mas os motivos foram outros
Não tenho razão pra festejar,
são problemas que eu gostaria de esquecer
Problemas que nem sei se existem,
coisas que incomodam os sentimentos
E como são eles os incomodados
temo que eles acabem se retirando
Talvez nem tenha o direito de estranhar,
mas é que, de repente, tudo está diferente
Sei que nada permanece o mesmo,
o que me assusta, por temer mudanças
Olho para o telefone e quero perguntar
se esses sentimentos tem algum fundamento
Só que desisto de ir atrás de você,
com medo de tornar o inexistente existente
Nós dois eramos diferentes, no agir
Eram abraços apertados e cheios de nós
Hoje o silêncio interpela e incomoda,
não mais complementa a situação
E, olhando para o fundo do copo, lembro-me
minha tristeza vai me consumir eternamente
criando empecilhos e destacando as erupções.
De um coração perdido para um amor que (talvez) mudou
21.7.09
20.7.09
_ suspicious mind
ás vezes eu fico sem nada pra pensar
e quase nada pra fazer ou olhar
só que a minha cabeça é pior que bêbado em dia de churrasco
ela não sabe quando parar
impulsiona todos os neurônios à dúvidas inúteis
do tipo que o diabo gosta de se alojar
e queimam todas informações úteis ao redor
se é que estas já andaram por lá
mas a questão não é o que impulsiona minha mente vazia
a solução da equação imaginativa é o problema real
eu suspeito do irreal, ou melhor, do surreal
porque mesmo tendo a certeza do absurdo, ainda me permito questionar
a permissão é, mais uma vez, cedida pela minha ausência mental
realmente não há mal em duvidar, se a dúvida resolve pairar sobre nós
porém, é horrível suspeitar de algo insuspeitável
é como indagar-se sobre ter ou não comido, estando o prato sujo e vazio a sua frente
embebedo-me, em conhecimento, para tentar fugir da minha mente
mas por onde quer que eu ande, ela está lá - vazia
me perguntando se tenho certeza daquilo que já sei
e insistindo que eu devo suspeitar de você
e quase nada pra fazer ou olhar
só que a minha cabeça é pior que bêbado em dia de churrasco
ela não sabe quando parar
impulsiona todos os neurônios à dúvidas inúteis
do tipo que o diabo gosta de se alojar
e queimam todas informações úteis ao redor
se é que estas já andaram por lá
mas a questão não é o que impulsiona minha mente vazia
a solução da equação imaginativa é o problema real
eu suspeito do irreal, ou melhor, do surreal
porque mesmo tendo a certeza do absurdo, ainda me permito questionar
a permissão é, mais uma vez, cedida pela minha ausência mental
realmente não há mal em duvidar, se a dúvida resolve pairar sobre nós
porém, é horrível suspeitar de algo insuspeitável
é como indagar-se sobre ter ou não comido, estando o prato sujo e vazio a sua frente
embebedo-me, em conhecimento, para tentar fugir da minha mente
mas por onde quer que eu ande, ela está lá - vazia
me perguntando se tenho certeza daquilo que já sei
e insistindo que eu devo suspeitar de você
12.7.09
_ entre viver e saber viver
chegamos ao absurdo da imposição
não foi conselho de qualidade
nem exemplo de boa disposição
disseram que é preciso saber
saber como viver, senão o quê?
filósofos ignorantes, talvez inocentes,
propagam a propaganda vendável
certezas nas palavras, são inexistentes
afinal, do que adianta saber viver
se primeiro é necessário apenas viver?
se primeiro saber, depois o que fazer?
quem sabe algo só sabe algo sabido
quem é algo é tudo aquilo que deseja ser
não foi conselho de qualidade
nem exemplo de boa disposição
disseram que é preciso saber
saber como viver, senão o quê?
filósofos ignorantes, talvez inocentes,
propagam a propaganda vendável
certezas nas palavras, são inexistentes
afinal, do que adianta saber viver
se primeiro é necessário apenas viver?
se primeiro saber, depois o que fazer?
quem sabe algo só sabe algo sabido
quem é algo é tudo aquilo que deseja ser
6.7.09
_ bondade d'alma
Fui aquele a quem mais dei valor
numa infância cheia de inocência e desapego
pensava sempre que era o escolhido
sem saber para o que alguém me escolheria
Mas o tempo passa e as virtudes se vão
deixei as vendas de lado e envelheci
a luz que emana em mim agora é sombra
trilhei um caminho supondo sua perfeição
Só a frieza da certeza que encontro na solidão me faz são
pois é nessas horas em que a verdade vem e aperta e faz gritar
passou o tempo, ainda mais do que já havia
me perdi em tudo aquilo que encontrei pela vida
Cultivei meus dias na crença da bonança
apeguei-me a tolos e tornei outros em tolos por se apegarem a mim
cutuquei feridas e não sinto culpa ou remorso
afinal, eu não sou um cara tão bondoso assim.
numa infância cheia de inocência e desapego
pensava sempre que era o escolhido
sem saber para o que alguém me escolheria
Mas o tempo passa e as virtudes se vão
deixei as vendas de lado e envelheci
a luz que emana em mim agora é sombra
trilhei um caminho supondo sua perfeição
Só a frieza da certeza que encontro na solidão me faz são
pois é nessas horas em que a verdade vem e aperta e faz gritar
passou o tempo, ainda mais do que já havia
me perdi em tudo aquilo que encontrei pela vida
Cultivei meus dias na crença da bonança
apeguei-me a tolos e tornei outros em tolos por se apegarem a mim
cutuquei feridas e não sinto culpa ou remorso
afinal, eu não sou um cara tão bondoso assim.
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