...e do espírito santo, amém
saindo para fora como alien
saindo para dentro sendo alienado
mugindo no ritmo do gado
cara de que? coração de quem?
primeiro vôo solo, sem ninguém
sem saber o que sinto ou quero
desengaiolado, mas prisioneiro eterno
as paredes da indignação fecharão
na busca considerável da alienação
orgulhoso filho de uma nação
moribundo indeciso e sem ação
não quero apoiar milícias ou vereadores
tão pouco admirar os tele-espectadores
se vendesse mentiras iria a falência
passarei fome negando qualquer experiência
28.4.09
25.4.09
_crianças explicadas pelo ódio
Quando dizem que uma criança não pode sentir algo por ser muito nova para entender, os adultos estão afirmando terem esquecidos de suas próprias tristezas e desilusões com suas vidas e com o que o mundo um dia fez para eles. Eles mentem. Talvez com um pouco de compaixão eu consiga concluir que eles estão tão profundamente feridos que preferem negar a eles mesmos a existência de um ser, fruto de um amor, ou apenas sexo, que possa passar ou sentir o mesmo. Mas não é o caso, a compaixão perdeu seu espaço nas minhas palavras e, se tudo der certo, nos meus pensamentos também.
Fora quando crianças que formamos nosso caráter básico. Visualizando o mundo a nossa maneira e suportando tantas regras que nos foram impostas desde que saímos do ventre de nossas mães, ou das provetas geladas. Um pensamento engraçado sempre aflora em minhas lembranças impossíveis de lembrar-me: o tapa da vida. Nascemos apanhando para que possamos receber a vida dentro de nossos pulmões e a razão não poderia ser mais simples, afinal viver é sofrer. Nos arrancam de nosso porto seguro, nos penduram de cabeça para baixo e desvencilham um tapa em nossas nádegas, ainda pálidas, para que o mundo possa ouvir mais um grito de dor e receber outro ser vivo sofredor.
Como eu dizia, as crianças sabem o que se passa ao redor delas, talvez melhor que os adultos. Nós envelhecemos e ficamos caducos, mas as crianças possuem toda a alegria, a juventude e a perspicácia de um detetive profissional. Lembra-se da primeira vez que viu algo pela primeira vez? Eu não lembro o que eram, mas sinto o cheiro das ocasiões e dos sentimentos que exalavam da minha pele. Por exemplo o cheiro de uma bolacha muito conhecida que é coberta por uma espeça camada de chocolate vem até minhas narinas de vez em quando, mas nunca me lembrei da situação. O que isso tem a ver? Esse cheiro sempre me deixou alegre. Não sei que tipo de feitiço ele tem sobre os químicos do meu cérebro, mas ele sempre surte efeito. O cheiro da lembrança.
Agora vamos ás cicatrizes. Quem não lembra da primeira briga dos pais? Do primeiro xingamento sério de um familiar? Do primeiro soco no olho, da primeira lágrima no rosto da mãe, do enterro de um avô, etc? São todos motivos para certas atitudes, fraquezas, disposições e espasmos que temos durante a vida toda. Para afastar os fanáticos religiosos eu tenho uma linha de pensamento que vê o nascimento de uma criança como o único meio que um deus possa se mostrar real perante a sociedade. Sem gente, quem criaria um deus? Até mesmo nossos pais celestes acham que somos ignorantes demais para entender que eles são seres mesquinhos que necessitam de nós para sobreviver. Exato, deuses são nossos servos. Mas isso é outra história.
Na verdade, esqueçam o que leram. Permaneçam agindo e nascendo normalmente. Vivendo suas vidas normais, dentro de suas famílias unidas e perfeitas, comendo no mínimo três refeições por dia, usando roupas da moda custem o que custarem, fazendo novos amigos que só se importam com a marca do seu celular. Somos crias que nascem para tornarmo-nos adubo morto, não é mesmo? - eu discordo, mas sou apenas um filho como todos os outros o são.
Tenha um ótimo dia.
Do seu bom amigo,
Ódio.
Fora quando crianças que formamos nosso caráter básico. Visualizando o mundo a nossa maneira e suportando tantas regras que nos foram impostas desde que saímos do ventre de nossas mães, ou das provetas geladas. Um pensamento engraçado sempre aflora em minhas lembranças impossíveis de lembrar-me: o tapa da vida. Nascemos apanhando para que possamos receber a vida dentro de nossos pulmões e a razão não poderia ser mais simples, afinal viver é sofrer. Nos arrancam de nosso porto seguro, nos penduram de cabeça para baixo e desvencilham um tapa em nossas nádegas, ainda pálidas, para que o mundo possa ouvir mais um grito de dor e receber outro ser vivo sofredor.
Como eu dizia, as crianças sabem o que se passa ao redor delas, talvez melhor que os adultos. Nós envelhecemos e ficamos caducos, mas as crianças possuem toda a alegria, a juventude e a perspicácia de um detetive profissional. Lembra-se da primeira vez que viu algo pela primeira vez? Eu não lembro o que eram, mas sinto o cheiro das ocasiões e dos sentimentos que exalavam da minha pele. Por exemplo o cheiro de uma bolacha muito conhecida que é coberta por uma espeça camada de chocolate vem até minhas narinas de vez em quando, mas nunca me lembrei da situação. O que isso tem a ver? Esse cheiro sempre me deixou alegre. Não sei que tipo de feitiço ele tem sobre os químicos do meu cérebro, mas ele sempre surte efeito. O cheiro da lembrança.
Agora vamos ás cicatrizes. Quem não lembra da primeira briga dos pais? Do primeiro xingamento sério de um familiar? Do primeiro soco no olho, da primeira lágrima no rosto da mãe, do enterro de um avô, etc? São todos motivos para certas atitudes, fraquezas, disposições e espasmos que temos durante a vida toda. Para afastar os fanáticos religiosos eu tenho uma linha de pensamento que vê o nascimento de uma criança como o único meio que um deus possa se mostrar real perante a sociedade. Sem gente, quem criaria um deus? Até mesmo nossos pais celestes acham que somos ignorantes demais para entender que eles são seres mesquinhos que necessitam de nós para sobreviver. Exato, deuses são nossos servos. Mas isso é outra história.
Na verdade, esqueçam o que leram. Permaneçam agindo e nascendo normalmente. Vivendo suas vidas normais, dentro de suas famílias unidas e perfeitas, comendo no mínimo três refeições por dia, usando roupas da moda custem o que custarem, fazendo novos amigos que só se importam com a marca do seu celular. Somos crias que nascem para tornarmo-nos adubo morto, não é mesmo? - eu discordo, mas sou apenas um filho como todos os outros o são.
Tenha um ótimo dia.
Do seu bom amigo,
Ódio.
_que deus é esse?
que deus é esse
que te ama
que deus é esse
que me maltrata
que deus é esse
que quer que meu filho sofra
que deus é esse
que só existe pra você
que deus é esse
que acha que você tá certo
que deus é esse?
24.4.09
_doce ilusão verde
a fada verde me contou um segredo
raspou os sonhos da superfície do meu cérebro
andou nas estradas da floresta em que enveredo
e mergulhou em mim, garganta a dentro
era um dia de chuva forte e céu cinzento
tão belo quanto outro dia ensolarado qualquer,
afinal ambos existem cada um como é,
escreveria algo se desta não fosse isento
não estava mais lá, o grande carvalho poderoso
fora derrubado pela tempestade dos pensamentos
apenas os juncos sobreviveram ao alagamento
por enfrentar o vento provou-se demasiado orgulhoso
sumiriam os grandes pensamentos que tenho?
largaram suspiros imaginativos para me alimentar
tornaram-me desprovido de qualquer entendimento
do qual preciso desesperadamente me alimentar
não poderia estar mais enganado sobre tudo
buscando uma saída rápida queimei toda floresta
e lá estão os juncos, são tudo o que me resta
moradores diminutos do cume do morro pontiagudo
a pequenina verde e voadora bate as suas asas,
visualização explicativa do efeito borboleta,
batalhei contra a ventania ao invés de me curvar
minha imagem ficou turva como todo o planeta
morri e nunca mais voltarei a morrer ou ser visto
ainda estão lá os juncos, olhando fixadamente para mim
permanecem inteiros e salvos por sua astúcia
mas logo perecerão por serem frutos da minha imaginação
raspou os sonhos da superfície do meu cérebro
andou nas estradas da floresta em que enveredo
e mergulhou em mim, garganta a dentro
era um dia de chuva forte e céu cinzento
tão belo quanto outro dia ensolarado qualquer,
afinal ambos existem cada um como é,
escreveria algo se desta não fosse isento
não estava mais lá, o grande carvalho poderoso
fora derrubado pela tempestade dos pensamentos
apenas os juncos sobreviveram ao alagamento
por enfrentar o vento provou-se demasiado orgulhoso
sumiriam os grandes pensamentos que tenho?
largaram suspiros imaginativos para me alimentar
tornaram-me desprovido de qualquer entendimento
do qual preciso desesperadamente me alimentar
não poderia estar mais enganado sobre tudo
buscando uma saída rápida queimei toda floresta
e lá estão os juncos, são tudo o que me resta
moradores diminutos do cume do morro pontiagudo
a pequenina verde e voadora bate as suas asas,
visualização explicativa do efeito borboleta,
batalhei contra a ventania ao invés de me curvar
minha imagem ficou turva como todo o planeta
morri e nunca mais voltarei a morrer ou ser visto
ainda estão lá os juncos, olhando fixadamente para mim
permanecem inteiros e salvos por sua astúcia
mas logo perecerão por serem frutos da minha imaginação
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