17.5.09

_ resolução (revolução + solução)

A sociedade falhou em me tolerar
E eu falhei em tolerar a sociedade
Num mundo onde sobriedade é alienação
A vitória tem o nome de revolução

O povo se mantém cego por opção
Perpetuando o desejo da adoração
Depositando suas esperanças gananciosas
No que se tornou a noção de moralidade

A utopia nunca virá a se realizar
Pois a deficiência vem do coração
Minha confusão tornou-se ódio
A solução só pode ser a revolução

Não questionem a razão dessa revolta
Abram os olhos e enxerguem a sua volta
Um homem é tão impotente quanto parece
Mas unidos podemos fazer história

As lágrimas do mundo não param de cair
Mas tomaremos o poder em nossas mãos
Se algum dia nos lembrarmos que
A essência da revolta é a compaixão

Nada muda se o cego guia o cego
E não depositemos fé em homens do clero
Desafiem a elite, corrompam o sistema
'Pois a verdade vos libertará'

12.5.09

_ pensando

por onde estou andando
já passei por essa estrada
lembro-me da enrascada
eu continuo me enganando

afinal, no que estou pensando
resolvi mudar, mas repito o erro
é errado, mas ainda estou errando
sigo em rumo ao meu enterro

promessas não cumpridas
atitudes que nunca praticou
vivendo essas vidas corridas
num abraço me matou

mas eu sei que sou o errado
simplesmente não me encaixo
num programa gravado e enlatado
reprise d'um processo rebaixado

escravo duma vida em que fui rei
me perdi e só eu entendo
mas eu sei o que estou fazendo
eu estou fazendo o que eu sei

(ou não?)

6.5.09

_ Filosofário: 'errar'

Errar é algo muito dúbio e, deveras, contraditório. Afinal quem poderia errar de verdade? Sendo que somos nós e a sociedade que julgamos e subjugamos os outros por fazerem o oposto do que achamos ser certo (ou que, supostamente, faríamos).

2.5.09

_escrever é viver o auto-realismo

Entrar numa fantasia
Superar obstáculos
Calcular sem cálculos
Reinventar o mundo
Estripar páginas brancas
Viajar sem saber se volta
Encaminhar sem enxergar
Reescrever a própria vida

É isso...

Você não entende bem
Inteligência não se aplica
Vivência não vivida
E sempre querendo
Repetir

Ou será que não?

Agrupar ilusões
Utopias reais demais
Trancafiá-las não podemos
Ou não deveríamos

Realizar proezas
Entoar cânticos de silêncio
Abstrair as barreiras
Largar as convicções
Impor belezas únicas
Somente você as enxerga
Mas as apresenta com
Orgulho